Edição: 1ª Edição
Autor: Alexandre Santos Sampaio
Acabamento: Brochura
ISBN: 9788593741692
Ano de Publicação: 2020
Formato: 14 x 21 x 1 cm
Páginas: 223
Sinopse
Proteger o patrimônio. Este é o objetivo
precípuo da blindagem patrimonial. Ninguém quer expor todo o seu patrimônio a
risco quando se aventura em novo empreendimento, principalmente diante da
possibilidade de desventura e fracasso do negócio.
Bem por isso que a pessoa jurídica é tão relevante para os negócios
empresariais ao destacar parcela de patrimônio do grupo instituidor e mitigar
as consequências do insucesso.
Nessa toada, as pessoas naturais, ao se agruparem numa pessoa jurídica na
modalidade empresarial, destinam uma parcela de patrimônio para dotar a empresa
de recursos para atingir os objetivos que almejam, qual seja, o lucro. Todos os
demais objetivos que a empresa estampa na sua missão como, por exemplo,
desenvolvimento social, satisfação do cliente, bem-estar dos funcionários,
dentre outros, são meros acessórios: o objetivo principal é auferir receitas maiores que as despesas para que seja possível repartir os frutos do
empreendimento entre os sócios.
Dessarte, a pessoa jurídica é espécie de blindagem patrimonial que protege seus
sócios e instituidores, em regra, de investidas dos credores. Há um véu que
protege o empreendimento, com autonomia patrimonial e capacidade jurídica
próprias.
Não se pode olvidar a regra do risco empresarial que vige desde as grandes
navegações europeias: o burguês aplicava parte de seu capital em aventuras
marítimas em busca de especiarias da índia, mas podia perder tudo com um
desastre como o naufrágio da nau que ele custeou. Entretanto, só perdia o que
aplicou, não tendo seu patrimônio pessoal atingido. Este é o embrião da
autonomia patrimonial da pessoa jurídica.
Exceção a essa regra é a desconsideração da personalidade jurídica, a
denominada lifting of the corporate veil, que acaba por atingir o patrimônio
daqueles que se protegem na figura da pessoa jurídica. Divide-se em duas
teorias, a maior, que possui como expoente o art. 50 do Código Civil, e a
menor, que possui como expoente o art. 28 do Código de Defesa do Consumidor.
Para tentar se proteger da exceção à separação patrimonial, a criatividade
humana idealizou reforço da blindagem patrimonial através de interposta pessoa
como sócio aparente, conhecida vulgarmente como 'laranja' ou 'testa de ferro'.
Essa forma de blindagem reforçada faz com que surja um novo véu dentro da
pessoa jurídica colocando sócios aparentes para ocultar os sócios reais. A
teoria da desconsideração tradicional não penetra facilmente este novo véu,
visto que toda a formalidade da pessoa jurídica indica o sócio ostensivo.
Este livro procura perscrutar essa temática, com exemplos, diante da Lei, da
jurisprudência e da doutrina sobre o tema. Espera-se contribuir para a reflexão
e prática profissional de todos os profissionais e acadêmicos do Direito.
Etiquetas: direito comercial, direito, direito penal, direito civil, direito trabalhista, ação trabalhista, advogado, AGU, AGE, direito tributário, receita federal, tribunal de justiça, justiça, estatuto, legislação, direito internacional
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